segunda-feira, novembro 12, 2018

MIKE PORTNOY: o baterista das mil bandas!!!

Mais lembrando por ser membro fundador e principal letrista do DREAM THEATER, o baterista Mike Portnoy já tocou em uma infinidade de bandas. Ainda que muitos acreditem que ele só tocou metal progressivo a vida toda, Portnoy já viajou bastante pelos gêneros do Metal, como o Hard Rock e o Heavy tradicional. Acompanhe a nossa sexagésima terceira edição dentro do Programa Combate.

Confira nosso batucante podcast!



Programa Combate no ar desde 2001 pela rádio Melodia FM, 102,3 transmitindo desde Varginha para mais de cinquenta municípios. O Programa Combate passa todo domingo, das 16 às 18 horas.

Essa edição foi sugestão do amigo ouvinte Fernandrummer, também conhecido como Fernandão, o melhor baterista de Varginha. Minas Gerais. Todos nossos ouvintes estão convidados a sugerir temas.

A gravação em vídeo está disponível no Youtube!



No decorrer da sexagéssima segunda edição do Rock Dissidente rolamos músicas de THE MAJESTY, JACK RUSSEL, THE WINERY DOGS, TRANSATLANTIC e RISING POWER.

Gravado ao vivo e exibido em 11/11/18, sendo disponibilizado nas redes sociais no mesmo dia.

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Rock Dissidente no Programa Combate

Apresentação: Willba Dissidente.Técnico de gravação: Francisco Chico.
Produção técnica: Ivanei Salgado.
Produção executiva: André "Detonator" Biscaro. 

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segunda-feira, novembro 05, 2018

FOLK METAL: as mitologias que vêm dominando o Metal!


O Folk Metal é atualmente um dos estilos mais populares do metal. Nos festivais da Europa já ele já ocupa metade dos casts. Foi nos anos noventa o peso do Heavy Metal ganhou acompanhamento de flautas, violinos, banjos e letras tratando de mitologias e folclores do passado. Vamos adentrar o mundo do FOLK METAL!

Ouça nosso podcast fazendo dancinhas medievais!


Programa Combate no ar desde 2001 pela rádio Melodia FM, 102,3 transmitindo desde Varginha para mais de cinquenta municípios. O Programa Combate passa todo domingo, das 16 às 18 horas.

Essa edição foi sugestão do amigo ouvinte Carlo Sarto, de Varginha. Minas Gerais.
Todos nossos ouvintes estão convidados a sugerir temas.

No decorrer desse especial sorteamos uma camiseta do KOORPIKLAANI gentilmente cedida pela Tribos S/A, a loja Rock'n'Roll de Varginha.

A gravação em vídeo está disponível no Youtube!




No decorrer da sexagéssima segunda edição do Rock Dissidente rolamos músicas de SKYCLAD, KOORPIKLAANI, ATARKA, SUBWAY TO SALLY e MÄGO DE OZ.

Gravado ao vivo e exibido em 04/11/18, sendo disponibilizado nas redes sociais no dia seguinte.

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Rock Dissidente no Programa Combate

Apresentação: Willba Dissidente.Técnico de gravação: Gil Vicente.
Produção técnica: Ivanei Salgado.
Produção executiva: André "Detonator" Biscaro. 

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terça-feira, outubro 30, 2018

O Rock do Dia das Bruxas em Varginha!



Vem ai a festa favorita da galera do Rock'n'Roll! Esse ano em Varginha haverá o Halloween com mais Metal e Rock que você já viu na vida .. e ainda gratuito!

Haverá decoração típica, músicas para você entrar no clima pesadamente e ainda show ao vivo com a cantora Vitória Mércia, de Uberlândia, mandando clássicos do Rock pesado que tocarão sua alma!


Lembrando que a entrada é 0800, você só paga o que consumir. Há diversas opções de cervejas, doses, água, refrigerante e porções.

Não é obrigatório o uso de fantasias, mas haverá um concurso de melhor fantasia com um brinde da casa quem vencer.

Esse evento comemora também os VINTE anos de carreira artística de Willba Dissidente.

O Bar Zé Boa Esperança, local do evento, fica em frente ao Motel Chaparral, no bairro Industrial JK.

O nome O ROCK DO DIA DAS BRUXAS é inspirado em como o SBT chamou o filme Trick or Treat no Brasil. Esse clássico do Rock de terror de 1986 tem participações de Ozzy Osbourne e Gene Simmons.

Realização: Bar Zé Boa Esperança.
Produção: Rock Dissidente.

Patrocinadores: Restaurante Bem Saudável , Tribos SA , Programa Combate e Freak Art  body piercing.

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AS PEDRAS PRECIOSAS DO ROCK: esmeraldas.

Saga nova chegando no Rock Dissidente. Em sua edição de número 61 dentro do Programa Combate, o periódico vai te encantar com o brilho verde de uma das mais raras gemas, as esmeraldas. Mostraremos como essa joia rara inspirou a música pesada das mais variadas maneiras.

Confira nosso valioso podcast:



Programa Combate no ar desde 2001 pela rádio Melodia FM, 102,3 transmitindo desde Varginha para mais de cinquenta municípios. O Programa Combate passa todo domingo, das 16 às 18 horas.

Essa edição que só está disponível no MixCloud foi sugestão do amigo ouvinte Otavio Domingueti, de Varginha. Minas Gerais, que pediu "Emerald" e ganhou um especial.

Todos nossos ouvintes estão convidados a sugerir temas.



LEMBRANDO que na semana que vêm faremos sorteio de uma camiseta cedida pela Tribos SA durante nosso especial de FOLK METAL.

No decorrer da sexagéssima nona edição do Rock Dissidente rolamos músicas de THIN LIZZY, GARY MOORE, ALIAS, KATANA e SINNER.

Gravado ao vivo em 21/10/18, sendo exibido em 28/10/2018 e disponível nas redes sociais desde o dia 30/10/2018.
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Rock Dissidente no Programa Combate

Apresentação: Willba Dissidente.
 
Técnico de gravação: Gil Vicente.
Produção técnica e edição de aúdio: Ivanei Salgado.
Produção executiva: André "Detonator" Biscaro. 

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quarta-feira, outubro 24, 2018

SCALPED: "humanizar o massacre não é a solução".

RESENHA: Synchronicity of Autophagic Hedonism - Scalped.
NOTA: 8,0.

Ativa desde 2012 honrando o Metal Extremo da capital mineira, o SCALPED é um quinteto de Death Metal técnico bem na linha de outros clássicos de Belo Horizonte, como MUTILATOR e SEXTRASH. Após um Ep, o conjunto soltou nesse ano seu primeiro trabalho completo. Com nomes difíceis de pronunciar e escrever, "Synchronicity of Autophagic Hedonism" é uma coleção de músicas bem diversas entre si; há passagens splatter, thrash metal, black metal, alguns temas sem solo de guitarra, porém todas extremamente Death Metal com letras intrigantes, conduçõess muito bem sacadas de bateria e um final, no mínimo, instigante.



Formado pelo guitarrista Claydson (com passagens pelo PATHOLOGIC NOISE, DARK SUFFERING e DEVASTATION KAOS) e o baterista Marcelo, o guitarrista Thiago e o vocalista Fernando comandam as composições no cd de estréia do SCALPED. Com duas regravações do EP anterior, é difícil definir qual a linha condutora de Synchronicity of Autophagic Hedonism, em que a bateria que abusa de andamentos ousados de Marcelo, acompanhado por Bruno no baixo, e o vocal de "porco grunhindo no meio de uma caverna", são o que chama atenção de imediato.


"Fulminant Idiosyncrazy", inclusive, já abre a bolachinha com introdução da bateria num estilo que lembro um cado  o DEATH  de meados da década de 1990, com refrão repetindo poucas vezes. "Final Round" dá continuidade ao álbum com passagens mais cadenciadas no canto e mais splatter no refrão. Em "Natural Disgrace" não há refrão, mas sim uma disputa de solos entre os guitarristas. O brutal death retorna com tudo em "Overpopulation", com eminencia para o interlúdio matador após o solo. "Destruction and Chaos" é o tema mais thrash da presente trabalho.



Harpejos, paradinhas mortais e Death-thrash definem a regravação de "Pschycopath". "Chemical Empire" tem andamento jazzístico e os solos mais lentos e cheios de feeling; que contrastam com a seguinte "Sadisc Evolution", que é jazzistica também, mas as guitarras nem solam. "Fuck Your Opinion" fala das tretas virtuais no facebook, tema que também já foi abordado anteriormente pelo NERVOSA, e tem o refrão mais marcante da obra. Os leitores mais atentos notarão que os nomes das canções citam temas controversos bem atuais, deixando mensagens para os headbangers pensarem, o que é muito positivo. Faixa-título da banda, "Scalped"apresenta os riffs mais desgraçados do cdzinho. "Blood, Pain and Feeling" é aquela canção experimental que você fica em dúvida se deveria estar no disco. É um tema cíclico, de duração exorbitante: mais de dez minutos para abrigar intro de chuvas, dedilhados, piano, violino, orquestra (quem teria gravado esses instrumentos?), que em nada lembra as demais dez canções do disco. Além disso, o tema de encerramento ainda possui solos de guitarra mais melódicos que poderiam ter sido aproveitados em algumas canções do cd. Seria menção a algum álbum de Death Metal com final estranho ou estaria o SCALPED inovando na cena?



Ao fim dos seus 44 minutos duração, ainda que muitos vão ouvir somente até os 35, o SCALPED apresenta um trabalho, coeso, preciso, com boa produção e encarte profissional de 16 páginas e arte incrível. Pessoalmente, curti mais a capa traseira que a capa mesmo do disco, por essa me lembrar o clássico "Grito Mortal" do RETROSATAN. Inclusive, "profissional" é uma ótima palavra para sintetizar o SCALPED, com seu Death Metal comprometido com a realidade atual e com grandes chances de se tornar realidade o crescimento do grupo.

Indicado para os fãs de: DEATH, VADER, NECROBIOTIC.

SCALPED:


Fernando Campos - Voz.
Thiago Macedo - Guitarras.
Claydson Silva - Guitarras.
Bruno Mota - Baixo.
Marcelo Freitas (ex- COFFINFEEDER) - Bateria.


Discografia:

Pyschopath (2014, Ep, Cd).
Synchronicity of Autophagic Hedonism (2018, Full-lenght, Cd).


Synchronicity of Autophagic Hedonism - Nacional, Songs for Satan, 2018, 43:49.


Tracklist:

01 . Fulminant Idiosyncrazy (03:52)
02 . Final Round (02:11)
03 . Natural Disgrace (03:15) 
04 . Overpopulation (03:10) 
05 . Destruction and Chaos (02:39) 
06 . Psycopath (03:36) 
07 . Chemical Empire (03:29) 
08 . Sadistic Evolution (04:02) 
09 . Fuck Your Opinion (02:34) 
10 . Scalped (03:11)
11 . Blood Pain and Feeling (11:50)

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segunda-feira, outubro 22, 2018

RATA BLANCA: as bandas relacionadas da maior grupo latino de metal!

A banda mais importante do Metal a cantar em espanhol, o RATA BLANCA foi formado na Argentina em 1987. Ao longo dos anos houveram vários câmbios de formação e em sua sexagésima edição dentro do Programa Combate, o ROCK DISSIDENTE apresentará as bandas que todos musicistas que fizeram parte do RATA BLANCA tocaram.

Ouça nosso podcast do especial do RATA BLANCA sem tocar RATA BLANCA!




Programa Combate no ar desde 2001 pela rádio Melodia FM, 102,3 transmitindo desde Varginha para mais de cinquenta municípios. O Programa Combate passa todo domingo, das 16 às 18 horas.

Edição sugerida pela linda ouvinte amiga Vivi Machado, de Bahia Blanca, Argentina, nossa presidenta do Fã-Clube mundial oficial do RATA BLANCA.

Todos os nossos ouvintes estão convidados a sugerir temas também.

Assista nossa gravação em vídeo!


No decorrer da sexagéssima nona edição do Rock Dissidente rolamos músicas de BARILARI, ALAKRAN, PLUS, ROWEK  e WALTER GIARDINO'S TEMPLE.

Gravado ao vivo, exibido e publicado nas redes sociais em 21/10/18.
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Rock Dissidente no Programa Combate

Apresentação: Willba Dissidente. Técnico de gravação: Gil Vicente.
Produção técnica e edição de aúdio: Ivanei Salgado.
Produção executiva: André "Detonator" Biscaro. 

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quinta-feira, outubro 18, 2018

AntiFascista: o Metal Rock brasileiro se posiciona contra Bolsonaro.

"Bolsonaro é um completo idiota": o Metal / Rock/ Punk pelo #EleNão

Pode parecer até que o underground brasileiro está implicado com o presidenciável Bolsonaro pelo nome dele, ou por ele ser carioca e evangélico; o que não é o caso. Acontece que o candidato do PSL é abertamente homofóbico, racista, machista, xenofóbico e sua candidatura representa a completa antítese do que o som pesado é. Dando voz a personalidades da nossa música, o Rock Dissidente apresenta esse manifesto com artistas de diversas searas do Rock contando porque nunca votariam no #EleNão para que você, que aprecia o trabalho dessas pessoas, que dão duro para o nosso Rock acontecer, pensar e refletir se votar no defensor da tortura, naquele diz que acabará com as manifestações sociais condiz realmente contigo.


Imagem do tarot de Marselha (ou tarô cigano) feita por Martin Walkyier, vocalista inglês dos grupos SABBAT e SKYCLAD.

Abaixo apresentaremos manifestações de artistas que são cristãos, que são ateus, ocultistas e satanistas. Em comum, todos eles acreditam que o Estado deve ser laico. O Rock'n'Roll fez suas letras baseadas em temas ocultistas, pagos e de outras mitologias que quase nunca consideravam ou citavam a judaíco-cristã; doravante, é uma contradição se ouvir qualquer tipo de Rock e desejar que o Estado tenha uma religião fixa, pois isso impede as demais manifestações. Um Estado cristão cria lei somente para os cristãos e legisla contrariamente as outras religiões e mitologias, o que influencia contrariamente o Rock. Tal fato aparece no depoimento do KRISIUN, que teve uma péssima experiência se apresentando em um país que o Estado não era laico. 



Imagens de protesto feitas durante o show de Roger Waters, ex- baixista e vocalista do PINK FLOYD.

As mais diversas orientações sexuais estão presentes nesse manifesto e em convergência que um presidente abertamente homofóbico será um regresso nas poucas leis libertárias que temos (adoção, união de pessoas do mesmo sexo etc) e ainda incentiva o preconceito e agressões contra pessoas que não são heterossexuais; o que é abominável. Estão também refletidas as mais diversas opiniões políticas: de apartidários, anarquistas, petistas, comunistas, mas esse não é um manifesto petista; é um manifesto contra a ascensão do fascismo. O fascismo, além dos preconceitos e discriminações já citados é refletido no fato de Jair Bolsonaro apoiar nitidamente a Ditadura Militar. Essa forma de governo de exceção só causou dor, morte e prejuízo à música pesada no Brasil. Nos anos setenta grupos como SOM NOSSO DE CADA DIA, RITA LEE (e banda) e MADE IN BRAZIL foram detidos sem terem cometido qualquer delito que não fosse serem rockers. O Ruck nos anos setenta e o Metal nos anos oitenta foram os clientes preferenciais da censura imposta pela ditadura militar às artes. O primeiro show que ALICE COOPER fez no Brasil foi para uma junta militar poder apurar o que censurar do evento... e muitos eventos foram proibidos ou rolaram com restrições. Quando Bolsonaro diz que apoia a ditadura não é porque a escolaridade da população ou a distribuição de remédios fosse melhor naquele período (o que se veicula na mídia porém não condiz com a verdade), mas justamente por apoiar a opressão! 




Imagem compartilhada pelos thrashers do IMMINENT ATTACK no dia do primeiro turno das eleições.

Apresentamos abaixo os depoimentos com um vídeo de referência e breve release dos grupos. Muitos deles são ultra conhecidos, tocam regularmente no exterior, vendem consideravelmente e estão entre seus favoritos. Outros são emergentes e valem a pena ser conferidos. São vários gêneros de Rock na defesa das liberdades civis, dos direitos dos trabalhadores e das minorias e todos em afinidade que a luta por uma sociedade mais justa não termina com essa eleição; seja o resultado dela qual for. Todavia, será um retrocesso muito grande nas causas sociais e das minorias, no qual o Rock'n'Roll se encontra, caso Jair Bolsonaro seja eleito. Depende de nós, que fazemos parte da cena, decidirmos se daremos um tiro no próprio pé ou um passo em direção a verdadeira liberdade.

Os depoimentos estão apresentados na ordem que foram recolhidos.

DORSAL ATLÂNTICA

"A Dorsal Atlântica sempre militou pelo humanismo e contra o fascismo. Quando a sua opção sexual, política, religiosa e ideológica provoca a ira dos que te querem calado, dos que quebram placas de Marielle Franco, dos que quebram terreiros, dos que impedem exposições artísticas e dos que ainda acreditam que há democracia em um Estado de Exceção, militarizado, com cenas que nos remetem à Alemanha nazista é chegada a hora de se posicionar.

Fãs de discos como Antes do Fim, Dividir e Conquistar, Searching for the Light, Musical Guide, Alea Jacta Est, Straight, 2012, Imperium e Canudos sabem em que NÃO votar.

ELE NÃO! ELE NUNCA! NUNCA ADOLF HITLER!"

Carlos Lopes, vocalista e guitarrista.



Primeira banda de Thrash Metal do Brasil e também pioneiro grupo a lançar um disco de Metal no Rio de Janeiro (e desse país), o DORSAL ATLÂNTICA foi do começo dos anos 1980 a meados da década seguinte como um dos grupos mais influentes do som pesado no mundo todo. Começando a cantar em português, indo para o inglês e voltando para a língua pátria, o grupo acabou oficialmente em 2001 regressando em 2012 somente trabalhando para lançar discos de estúdio, o que não mudou o fato do DORSAL ATLÂNTICA ser um dos grupos mais populares do Metal no Brasil.

KRISIUN

"Headbanger não vota em lixo racista que quer acabar com a liberdade e cultura do nosso país. Eu já fui detido em um país por ser headbanger por ser considerado satanista sei como é um país dominado por políticos religiosos , não queiram que o Brasil volte a ter um ditador no poder (...) Não estou aqui para propagar o ódio ou apoiar político nenhum, este é meu manifesto contra o fascismo, vote em quem você quiser". #elenao #nodictadorshit

Moyses Kolesne, guitarrista.



Na ativa desde 1990 e vindos do interior do Rio Grande do Sul, o power trio KRISIUN goza hoje dos prestígio internacional que duas décadas atrás era do SEPULTURA. Reconhecidos como um dos precursores do Death Metal mais brutal no mundo, a banda já conta com mais de 11 discos completos lançados, inúmeras tours pela Europa e Américas, além de lotar eventos por todo Brasil.


NERVOSA

"Eu tenho medo de um golpe contra a democracia e a gente não conseguir mais ter liberdade nem votar por um tempo. Eu tenho medo da violência que vai rolar contra minorias por parte de gente que vai se achar no direito de agredir pessoas que são contra o que o presidente deles prega. Eu tenho medo de o respeito perder pra intolerância. Eu, mulher, pobre, moradora de periferia, descendente direta de nordestinos, índios e negros, feminista, macumbeira, metaleira, cercada de amigos e familiares gays, tenho medo de não ser mais ouvida, respeitada, de apanhar na rua, de desaparecer porque fujo dos 'padrões de bem' que ele prega. E tenho mais medo ainda por todos os outros que são ainda mais vulneráveis que eu  (...) sempre serei CONTRA qualquer candidato que desrespeite a existência de qualquer ser humano e de quaisquer diferenças entre nós, ainda mais tão veementemente assim.É natural, não dá, bate de frente com o que eu sou. Continuarei sendo a resistência". #elenão #antifascista

Fernanda Lira, baixista e vocalista.



Já logo na primeira demo, 2012, o power trio de Thrash Metal formado só por mulheres NERVOSA já tinha um vídeo-clipe dos mais acessados do gênero no youtube. De lá para cá foram três discos completos de estúdio aclamados que coloca a banda formada em 2010 como já um clássico do Thrash. Enfrentando muito machismo na cena, as letras do NERVOSA falam de política, problemas do Brasil resultantes da miséria e no último disco, "Downfall of Mankind", soltaram "Cultura do Estupro" e "Kill the Silence" tratando de temas feministas.


MYSTIFIER


"Odeio ter que perder meu tempo pra se envolver com merda de politica, nunca voto e queria morar num pais justo e sem corrupção onde eu não precisasse realmente me envolver com isso. Porém, dessa vez foi diferente, vim fazer minha parte para combater essa escória! Meus melhores amigos são negros! Lugar de nazista racista é dentro da câmara de gás que eles tanto gostam! Ou melhor, empalados numa estaca! Fuck off nazi scum!!" #elenão #elenunca

Diego DoUrden, baixista e tecladista.



Vindos de Salvador, na Bahia, em 1989 o MYSTIFIER é um dos principais representantes do Black Metal no Brasil brasileiro. Com sonoridade própria (profana, maligna, rápida e agressiva), criou seu estilo distinto dentro do batido Black Metal, difundindo-o mundo a fora. Possuindo quatro discos completos e muitas demos, singles, ep's etc, sendo o próximo full lenght muito aguardado.

ANTROCHAOTIC

"A banda ANTROCHAOTIC sempre existiu para combater essa praga no Underground, seja por ideias, seja por militância. AVANTE CAMARADAS,! Nosso destino é lutar! Subverter essa sociedade hipócrita cristã e resistir"!!!!

Júlio Mangini, guitarrista e vocalista.



Grupo mais underground de nossa listagem, o quarteto ANTROCHAOTIC foi formado em Cuiabá, capital do Mato Grosso no ano de 2000 para tocar Death Metal. Em todo esse período só foram lançadas duas demos difíceis de serrem encontradas e cujas canções são em vários idiomas.

AGGRESION

"Em poucos anos vimos o aparecimento de uma neoditadura, intervindo, agredindo e cancelando shows de Heavy Metal no Nordeste e no resto do país, com as mesmas velhas desculpas conservadoras sobrenaturais que as igrejas sempre deram. Presenciamos a extinção de bares underground de nossa cidade (Campo Grande/MS) por forças conservadoras e corruptas, forças essas sempre encabeçadas por políticos e órgãos fascistas que controlam e oprimem a liberdade (...) Vote em quiser, mas pense bem antes de ajudar um nazista a chegar ao poder novamente, o que está em xeque é a sua liberdade de ir, vir e se expressar.

Quanto a nós, não aceitamos como regente alguém que é:
- Contra políticas sociais;
- Contra os direitos trabalhistas;
- Racista e odeia negros;
- Apoia caça dos nossos animais silvestres;
- Prega o ódio contra a comunidade LGBT;
- Prega o extermínio dos povos indígenas;
- Defende a tortura e violência;
- É misógino e odeia as mulheres;
- Prega a igreja e a religião acima de tudo.

#elenão #antifa #antinazi

AGGRESION.





Vindo de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e ativo desde 2003, não por bruxaria os três membros do AGGRESION nasceram em 23 de maio de anos diferentes. Ainda que a coincidência surpreenda, mais inusitada ainda é o entrosamento e o som que sai dos instrumentos desse grupo de Black Metal old school com influências Heavy, Thrash, Speed, Death e Black Melódico. Tal fato pode ser conferido no terceiro registro deles, intitulado "Revoada de Bruxas".

NECROBIOTIC.


"Pros "headbenguis" que se acham arianos escolhidos pelo regime do fascistinha de merda do bozo, zé sai fora, procure uma igreja!!! Isso combina mais com vc!
VIVA A SUBVERSAO, VIVA A DIVERSIDADE, MORTE AO FASCISMO! VIVA O NORDESTE!!!"

F.A.C.O, guitarras e vocal.


A trajetória do NECROBIOTIC é bem interessante. Primeiramente, eles existiram ente 1994 e 1998, voltando às atividades uma década depois e à partir de então lançando discos, fazendo tours pelo Brasil e exterior sem nunca mais parar rolar seu Death Metal visceral.Interessados em ateísmo, anti-religião e satanismo é seguro dizer que o caminho do NECROBIOTIC, após a longa pausa inicial, ainda trará muitos loros.

VANGUARDA METAL REVOLUCIONÁRIA

"Os artistas musicais expressam suas visões de mundo através de suas composições e essas, por sua vez, tem o poder de influenciar uma vasta quantidade de pessoas que as escutam. Por esse motivo, o artista musical deve usar esse poder de alcance para disseminar ao máximo os ideais que sejam em prol de uma causa popular. Diante da ascensão do fascismo, cabe a nós a conscientização sobre a importância da mobilização popular. Votar em candidatos com discursos fascistas é um retrocesso total, inclusive para o cenário musical, underground ou não. Unidos somos mais fortes. Uni-vos!!!".

VxMxRx - Vanguarda Metal Revolucionária.



O projeto Vanguarda Metal Revolucionária foi formado no início de 2017 com a proposta de levar informação política para o cenário Metal pois muitos Headbangers criticam a política de esquerda utilizando argumentos extremamente rasos baseados no senso comum. Acreditamos que as informações passadas através de nossas letras possam fazer essas pessoas refletir ao conhecerem os personagens que citamos, para que dessa forma tenham argumentos de discussão mais plausíveis. O projeto foi formado por MOSH X, que além de vocalista também é o letrista da banda, que convidou os integrantes MINDU, EDOOM, JUCA e IVAN por terem um perfil ideológico próximo ao seu para compor a VxMxR. Nomes como Carlos Marighella, Angela Davis, Frei Tito e Karl Marx são citados para que suas lutas jamais sejam esquecidas nas nossas músicas. Até agora temos o EP "Comunistafobia", o single digital "Metal Comunista” (em comemoração aos 100 anos da Revolução Russa), a participação na coletânea “Satan Smashes Fascism” (juntamente com outras 15 bandas brasileiras de Metal Antifascista) e single “Batismo de Sangue”.  Em nossas apresentações é distribuido, gratuitamente, o manifesto intitulado “Manifesto Red Metal”, no qual expomos alguns itens na qual acreditamos que possam cessar o fascismo na cena. VxMxR é mais do que sons, é um ato político!!!

IMMINENT ATTACK

"Além de todo histórico de intolerância já demonstrado pelo candidato e também a evidente falta de preparo para gerir um país, somos absolutamente avessos a esse senhor devido a toda a horda intolerante que ele tem arrastado até aqui.

"Desde neo-nazistas, passando por inescrupulosos empresários e latifundiários, chegando à corja neo-pentecostal encabeçada pelo ilustríssimo Edir Macedo. Toda essa turba ganhou imensa força através dos discursos inflamados de Bolsonaro. Ele vem ajudando a criar um monstro que não será possível controlar.

"Não podemos esquecer, nunca, que na melhor das intenções os alemães elegeram um cara q foi responsável pela morte de mais de 6 milhões de pessoas. Tudo isso em prol da segurança do “cidadão de bem”.

"O IMMINENT ATTACK é parte do underground, lugar que infelizmente também tem sofrido com células intolerantes. Nossa única arma pra combater isso é a música. É bem provável que não iremos atingir quem já teve a mente dominada por essa onda reacionária, mas a todos aqueles que se opõem a isso, queremos dizer que não estão sozinhos".



Aquele grupo que tem os mamutes nas capas,  o IMMINENT ATTACK vêm de Barueri, interior de São Paulo, e acumula quatorze anos de carreira cuja missão é levar seu Thrash tradicionalmente crossover a criar os mais insanos moshs, pogos e bangueadas. O grupo do vocalista Dinho já mandou seus recados ofensivos para Bolsonaro e postou seu descontentamento contra o usurpador da democracia em diversas oportunidades. A banda já se apresentou por todo Brasil e até pela Europa tendo uma demo, dois splits, um ep e dois discos completos, o último deles, "Welcome to my Funeral", é de 2015.

NUNA RECORDS


"Nós, do selo Nuna Records, pronunciamos nossa posição antifascista
A partir disso nos recusamos a divulgar e apoiar, assim como investir em qualquer banda, produção ou individuo que possua idéias nazistas/fascistas.
Prezamos pela liberdade de expressão e espírito de rebeldia e contestação do underground, assim como acreditamos que o underground é um dos últimos redutos da arte e da resistência.
Diante do atual cenário politico, onde temos um candidato que traz essa ameaça fascista/nazista ( assim como o mundo tem essa visão dele), nos opomos contra Jair Bolsonaro e quem o apoia.
Underground e conservadorismo, fascismo, nazismo ou qualquer um que prega ou compactua dessa ideia, nao faz sentido.
O underground deve estar livre disso.
Resistir sempre!



O fanzine NUNA RECORDS começou no segundo semestre de 2016, lançado em.outubro daquele ano, no aniversario de 9 anos do coletivo Insurgência Ativa, de Mogi Mirim, interior de São Paulo. O foco é sempre arte underground em geral, contestadora e critica e claro antifascista; algo a mais do que um mero fanzine. Indo do Hip Hop ao Hard Core Noise, no primeiro número tem uma foto do #ForaTemer em São Paulo e no número 2 (julho/2017, com capa assinada por Valdecir Silva) um cd coletânea chamado "Subterrâneo Volume 1", com bandas entrevistadas e de pessoas que colaboraram com o fanzine. Sempre em foco com a situação política atual, há entrevistas, além de bandas, com coletivos, produtoras de filmes independentes, grupos de teatro, juntos a textos, poesias, resenhas e fotografia.



No "Subterraneo Vol. 1" participaram as bandas MAU SANGUE, NUNCA, CÉU EM CHAMAS, NÃO CONFORMISMO, REBAELLIUM, MAN LIFFTING BANNER, THIÊ, NEGATIVE SIDE, DERRUBANDO DEFENSAS, LÄM, LA BURCA, TAKE ME BACK, SEEIN' RED.

CRACKED SKULL


"Nós, da banda Cracked Skull, repudiamos com todas as forças, o Fascismo e o Nazismo.
Quando falamos de política, estamos falando de um projeto de sociedade;
Almejamos uma sociedade laica, onde o estado seja completamente desvinculado de crenças religiosas e teológicas.
Almejamos uma sociedade onde a liberdade individual prevaleça, que o estado não seja fiscal de sexualidade, que também, o estado não trate o usuário de maconha como criminoso.
Almejamos uma sociedade progressista, onde o conservadorismo seja varrido pra lata de lixo.
Almejamos uma sociedade sem dominação de classe, pois a dominação de classe é o motor de toda a trágedia social.
E por fim, mandamos um - VAI SE FODER- ao candidato Jair Bolsonaro. Esse candidato representa tudo que vai contra os princípios do Rock n Roll e Heavy Metal, que o trabalhador derrote ele nas urnas pra que, em seguida possamos ter liberdade de expressão pra cobrar tudo aquilo que almejamos de Fernando Haddad no ano de 2019. E vamos ser ferrenhos na cobrança por ampliação da democracia.

"Um abraço a todos"!



Formada em 2015 na cidade de Itaúna, Minas Gerais, por ex-membros das bandas CALVARY DEATH e DEADLINES., o CRACKED SKULL é uma banda de Jazz Metal; o que significa Death Metal que usa passagens e arranjos progressivos setentistas (sem ser prog-metal) no seu som brutal. Com vocal gutural e também influências de Heavy e Thrash, as letras da banda são todas de inspiração anarco-socialista. O CRACKED SKULL está divulgando extensivamente seu full lenght chamado "Social Disruption", lançado em 2017.

MOLLOTOV ATTACK

"Se me perguntar quando isso começou eu não poderia citar a data. Mas me lembro exatamente da avalanche que foi na minha cabeça ainda adolescente ler a obra ‘A revolução dos bichos’, de George Orwell. Aquela verdadeira aula sobre o funcionamento da sociedade, o ciclo do poder e principalmente: o autoritarismo e seus efeitos nefastos.

"À partir desse fato eu me senti incumbido da missão de alertar as outras pessoas, de trabalhar na conscientização, de não deixar que um irmão desperdiçasse sua vida numa escravidão muitas vezes invisível. O meio que encontrei para propagar essa informação foi a música, e ao lado dos meus irmãos de banda e de tantos outros aliados passei os últimos treze anos nesse front, que trava agora sua maior e mais importante batalha.

"A ameaça fascista que ronda o Brasil e essa onda reacionária que a apoia por si só seria razão para acreditar que nossa luta de tantos anos foi um fracasso, porém ver toda a união e mobilização que está acontecendo para conter essa corja e defender a liberdade e a democracia nessa terra desolada pela mediocridade e pelo descaso de seus governantes mostram que nosso suor e muitas vezes nosso sangue não foi derramado em vão.

"Somos a resistência. De um em um somos milhões. E independente do resultado das urnas nossa luta continua, em um cenário onde ela se faz ainda mais necessária".

Cyco, guitarras e backing vocal.



Resistindo desde 2005, o MOLLOTOV ATTACK vêm do operário ABC paulista levando seu Hard Core crossover Metal Punk com letras (quase sempre) em português. Após lançar um EP e inúmeras participações em discos compartilhados, o grupo soltou seu full-lenght "O Homem é o que homem Faz" em 2017, o que eles fazem, além do som Old School, é lutar contra o fascismo no Brasil.


BLASTHRASH

"Cara, vou falar de coração. É a primeira vez na minha vida que vivencio e tenho um sentimento como o que estou sentindo nos últimos dias.

"A iminência da eleição de um milico chucro para a presidência do nosso país, me dá calafrios.

"E a normalização que vejo pessoas fazendo, do seu discurso de ódio, para justificarem os seus votos nessa figura, soam mais alarmantes aos meus ouvidos.

"Sempre votei nulo, desde quando me conheço por gente, mas não posso deixar de ser grato as políticas sociais do PT, que me proporcionaram acesso a faculdade e pequenas melhorias nas minhas condições de vida, e de muitos amigos meus de baixa renda. Que é algo que não vejo/ouço os empresários que ganharam muita grana com os estímulos comerciais a nível nacional e internacional, feitos nessa gestão.

"Temo pelo nosso futuro, e procuro manter-me otimista, mas esta bem difícil. Mas com toda certeza, hoje e sempre, serei resistência contra toda e qualquer tipo de opressão".

Diego N. Sábio, baixista.




"Bolsonaro é a proposta da reedição de capítulos dos mais terríveis da história latinoamericana: autoritarismo militar e ultraliberalismo. Não à toa, já elogiou, entre outros crápulas (Ustra, por exemplo), Pinochet, que ao Chile essa mesma mistura nefasta de coerção, violência e capitalismo salve-se-quem-puder. Como em regimes latinoamericamos similares, o denominador comum é algum grau de envolvimento dos EUA (ou, de maneira abstrata, "o deus mercado"), visando lucrar, não importa se às custas de sangue, fome, retrocesso de toda ordem e caos. Se fosse só Bolsonaro, OK, menos mal; seria mais fácil de se derrotar. No entanto, todo o séquito de sua candidatura e os lobbies de interesse que a apoiam endossam a plausibilidade desse cenário. Ainda que ele acabe por não ganhar, o cenário não está afastado, porque essas forças estão aí e continuarão a pressionar. A resistência deve ser contínua. Vivemos num país que, diferentemente de alguns de nossos vizinhos, não puniu os algozes de seu período de chumbo. Ao contrário. Talvez muito da força de uma candidatura (e mais que da candidatura, das ideias que ela representa) venha daí, do inadequado tratamento de rechaço ao período ditatorial pós Golpe de 64. Alie-se a isso a subserviência das elites aos interesses do capital internacional (triste América Latinas, de veias abertas e sempre drenadas...) e temos como resultado a lógica pseudo patriota (na verdade entreguista), pseudo cristão (usando técnicas de manipulação em massa da religião organizada), recheado de repressão a todas as formas de existência humana que não as consideradas "normais", "padrão" (headbanger, não te soa um alarme?), perpetuação e aumento da desigualdade socioeconômica e racial. É necessário um projeto de nação que seja o oposto disso (Darcy Ribeiro mostrou que é possível, que podemos conceber um ideal a buscar).

"Abraço e força pros tempos que virão... ainda que com a derrota da candidatura dele, o que ela representa não é facilmente derrotado..." 


Dario Viola, vocalista.


Em 1998, quando o BLASTHASH começou a tocar, o underground tinha pouco espaço para o som oldschool, então é seguro dizer que junto com o KREMATE, VIOLATOR e outros nomes, eles estão entre os responsáveis pela volta do Thrash Metal oldschool. Possuindo mais demo e splits do que discos completos, o BLASTHRASH é puramente Thrash Metal no som, visual e postura libertária.

ESKRÖTA

"Porque Ele não?
"A cada 19 horas um LGBT é morto nesse País, vítima da LGBTfobia! Um candidato que sempre foi conhecido por ser polêmico, na maioria das vezes disseminando ódio contra Negros, Gays, Mulheres, o pobre favelado, e toda a minoria em geral!

"Não pra um candidato que quer combater violência com mais violência, um candidato que reverência torturadores, que quer armar os "brasileiros de bem", e que utiliza slogan Nazista! Não pra um candidato que não tem conhecimento de nada sobre economia, muito menos inteligência emocional de dialogar!

"Um candidato que "fraquejou" por ter uma filha mulher! Esse verme de candidato, está fazendo com que os fascistas, neo-nazistas, sintam-se seguros em sair do armário, sim, pois existem muito mais Fascistas no "armário", do que gays! Esses eleitores estão com sede de sangue, estão ansiosos para poderem matar, se armar, e exterminar!!

"Esse Candidato também tem ganhado apoio pelos "antipetistas" , pessoas desinformadas, ignorantes, que estão insatisfeitas com a corrupção, e veem nele uma nova chance de um Brasil melhor!! Melhor como? Com mais violência? Com mais mortes?

"Por essa e mais UM MILHÃO de razões... Eskröta repudia qualquer tipo de preconceito!! Eskröta é antifascista!! Eskröta é amor! Seguimos forte na resistência"! #EleNao #EleNunca #EleJamais

Tamy Leopoldo, baixista.



Formado no interior de São Paulo, o ESKRÖTA mostra a força das mulheres no Thrash Metal / Crossover. Começando a carreira ano passado, já em 2018, o quarteto soltou seu primeiro registro fonográfico, o EP "Eticamente Questionável". O que ninguém questiona é a qualidade do som das meninas nem seu compromisso com as questões sociais de nossa época.


DEAD FISH



Um dos nomes mais bem sucedidos do HxCx melódico nacional, junto com o CPM 22, não é novidade o DEAD FISH se manifestar contra a opressão; o que ocorreu ao longo dos ano e nos mais diversos contextos. Em, relação a Bolsonaro a página da banda já publicou o comparando a uma enfermidade "o que mostra um pouco como funciona essa doença, que é baseada em desinformação, discursos rasos, ódio e preconceito".



Ainda que tenha se formado em 1991, foi somente após quatros discos em 2004 que os capixabas do DEAD FISH romperam a barreira das bandas independentes com o álbum "Zero e Um"; para muitos não só o melhor do disco, mas do Hardcore Melódico nacional como um todo.

GAROTOS PODRES




O GAROTOS PODRES já começou tocando em 1983 pelo fundo de greve dos metalúrgicos do ABC daquele ano e desde então nunca parou de se manifestar contra a opressão e contra o autoritarismo do estado burguês em busca da construção de uma sociedade justa, radical e igualitária. Ainda que muitas de suas músicas sejam de "letra engaçadinha", eles são uma das maiores bandas punks do Brasil.



Entre 2013 e 2017 a banda se chamava O SATÂNICO DR. MAO E OS ESPIÕES SECRETOS por uma briga entre integrantes sendo dois deles, que saíram da banda por se aproximarem da ideologia fascista, iniciaram uma disputa legal pelo nome do quarteto. Todavia, em 2018, o GAROTOS PODRES volta ao comando do vocalista, e professor universitário de História, Mao lançado o compacto "Canções de Resistência" e assumindo o compromisso Antifascista.

MATANZA


"Votaria em qualquer um para evitar que ele fosse eleito. O Bolsonaro é um completo idiota, um despreparado."

Jimmy London, vocalista, em entrevista ao jornal "Viva Maringa" em outubro de 2017.



MATANZA foi uma banda coutrycore do Rio de Janeiro que durou entre 1996 e 2018. Nesses vinte e dois anos, e um total de dez discos, o conjunto adquiriu fama em todo o território nacional especialmente por suas letras de humor ácido e situações inusitadas. O vocalista Jimmy London agora lidera o JIMMY & RATS, grupo de irish punk que faz "som de pirtata".

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Após ler todos esses depoimentos pedimos que você, que acompanha o Rock Dissidente, ou que está pela primeira vez navegando nessas ondas sonoras, pouco importa, pense e pense com afinco. Em um dos nossos temas anteriores afirmamos que Bolsonaro só é Metal para quem confunde  Pentagrama com Estrela de Davi. Ao fim da leitura desse manifesto, fica explícito o porquê. O modelo de governo do Bolsonaro é nocivo ao som que você escuta, a sua vida, a das pessoas próximas a você e representa o que há de mais vil por ser regresso na liberalização dos costumes; algo que está na essência de todas  as formas de Metal Rock como de arte. Não dê um tiro no seu próprio pé, caminhe em direção a liberdade.

Willba Dissidente, outubro de 2018.

#EleNão #EleNunca #EleJamais #EleNemFudendo #DitaduraNuncaMais.