segunda-feira, julho 09, 2018

PROJETOS PARALELOS DE UM DISCO SÓ: eles mereciam mais!


Todo mundo conhece medalhões do Rock pesado como THE WHO, IRON MAIDEN, BOSTON, UFO e outros. Todavia, você sabia que os membros dessas bandas já se lançaram em carreiras alternativas e que às vezes o novo projeto só conseguiu durar um disco? Acompanhe então a quadragésima oitava edição do Rock Dissidente dentro do Programa Combate viajando do Thrash Metal ao A.O.R. e trazendo verdadeiras jóias raras e desconhecidas da música pesada!

Ouça no MixCloud e continue postando #LulaLivre no facebook!



Programa Combate no ar desde 2001 pela rádio Melodia FM, 102,3 transmitindo desde Varginha para mais de cinquenta municípios. O Programa Combate passa todo domingo, das 16 às 18 horas.

No decorrer da quadragésima sexta edição rolamos músicas de GOGMAGOG, JOHN CONNELY THEORY, PRICE / SULTAN, TIPTON - ENTWHISTLE AND POWELL  e ORION THE HUNTER.

Tema sugerido pelo amigo ouvinte Fabrício Matos, de Sorocaba, São Paulo, baixista da banda GALLAXY. Use as redes sociais para nos sugerir um tema também!

Assista a gravação em vídeo!




Gravado em 01/07/18 sendo disponibilizado no mesmo dia nas redes sociais.

*

Rock Dissidente
 no Programa Combate

Apresentação, edição de vídeo e filmagem: Willba Dissidente. 
Técnicos de Som: Gil Vicente.
Produção técnica: Ivanei Salgado.
Produção executiva: André "Detonator" Biscaro. 

Sites relacionados: 
http://rockdissidente.blogspot.com.br/
http://www.mixcloud/RockDissidente/ 
https://www.facebook.com/RockDissidemte/ 

http://www.radiosaovivo.net/melodia-varginha/ 
https://www.facebook.com/combatefm/

segunda-feira, julho 02, 2018

Histórias em Quadrinhos e Metal tem tudo a ver. A nona arte existe alguns séculos antes do Rock'n'Roll, mas a associação dos dois é constante. Afinal, uma boa estória é sempre uma boa pedida para a letra de uma canção, assim como alguns grupos tem biografias e letras que que são temas certeiros para um gibi. Mas como tudo isso começou? Quais as músicas inspiradas, ou bandas com inspirações em histórias em quadrinhos? Acompanhe na quadragésima sétima edição do Rock Dissidente dentro do Programa Combate!

Ouça no MixCloud e continue postando #LulaLivre no facebook!




Programa Combate no ar desde 2001 pela rádio Melodia FM, 102,3 transmitindo desde Varginha para mais de cinquenta municípios. O Programa Combate passa todo domingo, das 16 às 18 horas.

No decorrer da quadragésima sexta edição rolamos músicas de CIRITH UNGOL, ENTOMBED, GAMA BOMB, LICH KING e ANTHRAX.

Assista a gravação em vídeo!



Gravado em 01/07/18 sendo disponibilizado no mesmo dia nas redes sociais.

*

Rock Dissidente
 no Programa Combate

Apresentação, edição de vídeo e filmagem: Willba Dissidente. 
Técnicos de Som: Gil Vicente.
Produção técnica: Ivanei Salgado.
Produção executiva: André "Detonator" Biscaro. 

Sites relacionados: 
http://rockdissidente.blogspot.com.br/
http://www.mixcloud/RockDissidente/ 
https://www.facebook.com/RockDissidemte/ 

http://www.radiosaovivo.net/melodia-varginha/ 
https://www.facebook.com/combatefm/

segunda-feira, junho 25, 2018

Metal Instrumental: sem voz, mas passando emoções e mensagens!

Como começou essa coisa de existir Metal sem voz? Desde o Hard Rock ao Death e Black Metal existem muitos temas sem voz no nosso rock pesado; mas será que existem bandas que só tocam sons instrumentais? Quem teria lançado o primeiro disco assim? Quais os sons instrumentais mais emblemáticos? Essas e outras perguntas foram respondidas durante a quadragésima sexta edição do Rock Dissidente dentro do Programa Combate.

Ouça no MixCloud, sem precisar parar de crushear no WhatsApp!



Programa Combate no ar desde 2001 pela rádio Melodia FM, 102,3 transmitindo desde Varginha para mais de cinquenta municípios. O Programa Combate passa todo domingo, das 16 às 18 horas.

No decorrer da quadragésima sexta edição rolamos músicas de RUNNING WILD, STORMWITCH, TESTAMENT, DEATH (do Chuck Schuldiner) e IRON MAIDEN.

Assista a gravação em vídeo!



Willba Dissidente agradeço ao Canal HARD'N'HEAVY BRASIL por lembrar do MR. GREEN, de Santos, litoral de São Paulo, primeiro grupo a lançar um disco instrumental no Metal Nacional; em 1990 com o trabalho auto-intitulado.



Gravado em 24/06/18 sendo disponibilizado no mesmo dia nas redes sociais.

*

Rock Dissidente
 no Programa Combate

Apresentação, edição de vídeo e filmagem: Willba Dissidente. 
Técnicos de Som: Adilson Mesquita.
Produção técnica: Ivanei Salgado.
Produção executiva: André "Detonator" Biscaro. 

Sites relacionados: 
http://rockdissidente.blogspot.com.br/
http://www.mixcloud/RockDissidente/ 
https://www.facebook.com/RockDissidemte/ 

http://www.radiosaovivo.net/melodia-varginha/ 
https://www.facebook.com/combatefm/

sexta-feira, junho 22, 2018

SELVAGERIA: mais rápido, menos agudo e desgraçado igual ao debut.


RESENHA: Ataque Selvagem - Selvageria
NOTA: 9,0.

Suceder um  trabalho aclamado pelos fãs e pela crí-crítica especializada é o que toda banda quer, porém quase nenhuma consegue; seja no Metal ou no gênero musical que for. Se o sucessor demora a aparecer os comentários de que "essa banda já era, só soube fazer um disco"pintam aqui e acolá. Ao lançar seu segundo disco sete anos após o primeiro, o SELVAGERIA não só conseguiu os louros da primeira sentença como exterminou qualquer dúvida acerca de sua capacidade de compor temas loucamente velozes e brutais. Com "Ataque Selvagem", faixa da demo do conjunto que não entrou para o  debut, eles quiseram dizer que seguem seu som antigo e clássico, mas com um pé no futuro.




Lutas, maldição, poder, morte e metal, esses são os temas líricos que o SELVAGERIA mantém em seu segundo disco. Para acompanhar essa temática o selvagens apostam no clássico Speed Metal descaradamente oitentista como nos primeiros trabalhos de nomes como EXCITER e AGENT STEEL. Até ai, "Ataque Selvagem" seria a literal continuação do debut "Selvageria"; porém existem algumas diferenças entre os dois álbuns. Falando no geral, agora o grupo está "menos thrash", com menos partes cadenciadas, menos paradinhas mortais, optando por tocar riffs e riffs mais rápidos. O vocal de Gustavo também está mais trabalhado, usando menos seus indefectíveis agudinhos, com refrões maiores, efeitos e, inclusive, backing vocals. Claro que estamos falando de maneira ideal, já que há uma continuidade grande entre os dois discos. Todavia, se, por exemplo "Maldição" poderia estar n primeiro disco, "Efeito Cortante" e "Gladiador" já ilustra bem essas pequenas grandes diferenças no som do SELVAGERIA.






Se as conduções de bateria de Danilo Toloza já eram insanas no primeiro disco, em "Ataque Selvagem" o musicista volta ensandecido com destaque para sua técnica e controle dos pedais duplos. Acompanhar essa destruição dos bumbos, caixa, tons e pratos não é tarefa fácil para qualquer baixista, mas é tirada de letra por Tom Toloza (irmão de Danilo); que não gravou o primeiro disco, mas é da tribo dos selvagens desde então. Destaque do conjunto segue sendo os violentos Riffs acelerados e solos de Cesar "Capi", ora cadenciados, ora mais velozes. Sendo produzido por Rodrigo "Skillo" Toledo, "Ataque Selvagem" mantém os mesmos timbers e distorções do trampo anterior, não dando a impressão que sete anos se passaram entre os dois álbuns. O encarte em oito páginas com letras todas em branco (que saíram sem os acentos nas palavras) é bem nostálgico. Se na vez anterior, haviam fotos dos fãs, da banda em seus inúmeros concertos, agora só existem fotos do SELVAGERIA no encarte, exceto o retrato junto com o DESTRUCTION. A arte de capa foi outra vez assinada pelo guitarrista Capi, mantendo uma mesma linha de traçado.





Um pequeno descuido fez com que o disco viesse com erro no track-list ao não considerar a introdução, não houveram descuidos nas músicas. O headbanger que curtiu o primeiro play certamente aprovará "Ataque Selvagem". "Armas Letais" é um dos grandes destaques do cd, junto com a faixa título e "Cavaleiro da Morte". Com letra inspirada no filme Mad Max II, "Guerreiro da Estrada" tem o riff mais legal, assim como "Selvageria"tem o solo mais melódico. "Legião Invencível" tem o trampo mais caótico e inspirado de baixo e bateria. Esses são somente apontamentos, pois "Ataque Selvagem" funciona como um todo: um disco a favor da violência sonoro e visual com couro, rebite e cintos de bala.

Indicando por bater cabeça, entrar nas rodas e stages insanos; especialmente para quem se liga em nomes como MURDEATH, IRON ANGEL, SURVIVAL e congeneres.




"Ataque Selvagem" está à venda em São Paulo na Galeria do Rock, nas lojas Mutilation Records e Die Hard. Headbangers de outras partes do mundo podem o adquirir pelos links abaixo:

https://mutilationrec.loja2.com.br/7516918-SELVAGERIA-Ataque-Selvagem

https://www.diehard.com.br/detalhe_produto.php?codProd=rVxHMzg2ODM=

SELVAGERIA:

Gustavo Eid - Garganta do Inferno
César Capi - Serra Elétrica
Tom Toloza - Cordas de Aço
Danilo Toloza - Tambores da Morte

Discografia:

Metal Invasor (Demo, Cd, 2005)
Selvageria (Full-lenght, Cd, 2009)
Vingança / Metal Invasor (Split com o FLAGELADÖR,  Cd, 2014).
Ataque Selvagem (Full-Lenght, Cd, 2017).



Ataque Selvagem - 2017 - Nacional - Mutilation Productions - 38:46

01 . Intro (00:40)
02 . Selvageria (05:37)
03 . A Maldição (03:45)
04 . Efeito Cortante (04:31)
05 . Cavaleiro da Morte (04:11)
06 . Guerreiro da Estrada (04:24)
07 . Gladiador (04:52)
08 . Armas Letais (03:40)
09 . Legião Invencível (03:35)
10. Ataque Selvagem (03:31)

Sites relacionados:

https://www.facebook.com/SelvageriaBand/
https://myspace.com/selvageria

sábado, junho 16, 2018

DANNY LILKER: o baixista mais emblemático do Metal Extremo!

Em seu quadro "os musicistas das mil bandas", o Canal Rock Dissidente, em sua quadragésima quinta edição dentro do Programa Combate homenageou Dan Lilker. Mais lembrado por ser baixista do NUCLEAR ASSAULT, Daniel Lilker já tocou em uma centena de bandas (ANTHRAX, AUTOPSY SOULFLY etc), formou outras tantas, indo do Thrash, HxCx, Grind, Death até o Black Metal cantando, fazendo backing vocal, teclado e bateria. Tocando seu baixo com distorção, o musicista do underground já vendeu mais de 5 milhões de discos. Vamos conhecer mais da carreira dele?

Ouça o programa todo pelo Mixcloud!



Programa Combate no ar desde 2001 pela rádio Melodia FM, 102,3 transmitindo desde Varginha para mais de cinquenta municípios. O Programa Combate passa todo domingo, das 16 às 18 horas.

No decorrer da trigésima sexta edição rolamos músicas de VENENOUS CONCEPT, S.O.D.HOLY MOSES, BRUTAL TRUTH e NUCLEAR ASSAULT.

Assista a gravação em vídeo!


Gravado em 03/06/2018 sendo disponibilizado no mesmo dia nas redes sociais uma semana depois.

NOTA DO AUTOR: Willba pega carona na canção do BRUTAL TRUTH e diz: foda-se a homofobia!

*

Rock Dissidente
 no Programa Combate

Apresentação, edição de vídeo e filmagem: Willba Dissidente. 
Técnicos de Som: Gil Vicente.
Produção técnica: Ivanei Salgado.
Produção executiva: André "Detonator" Biscaro. 

Sites relacionados: 
http://rockdissidente.blogspot.com.br/
http://www.mixcloud/RockDissidente/ 
https://www.facebook.com/RockDissidemte/ 

http://www.radiosaovivo.net/melodia-varginha/ 
https://www.facebook.com/combatefm/

quarta-feira, junho 13, 2018

ANGRA EM VARGINHA: não foi o Roça'n'Roll, mas teve 'bão tamén'.


Varginha Rock City é como a cidade do Sul de Minas Gerais é conhecida em todo Brasil. O porquê disso é o festival Roça in Roll que ocorreu ininterruptamente desde 1999. Em 2018, pela primeira vez, o Roça 'n' Roll não aconteceu. Porém, na data que haveria o evento, o sábado do feriado emendado de Corpus Christi, Varginha recebeu aquele que seria um dos headliners do Roça nesse ano; o Conjunto Angra, num evento que contou com aberta da consagrada banda da cidade TUATHA DE DANANN e do ANEUROSE, grupo também sul-mineiro que cada vez mais tem alcançando patamares elevados com seu Groove thrash metal.


Sendo organizado pela mesma equipe do Roça'n'Roll que insistiu em divulgar que evento não era a vigésima edição do Roça, foi difícil convencer os mais de quatrocentos presentes na Status Eventos, vindo de toda Minas Gerais, interior de São Paulo, e até uma moça do Rio Grande do Norte, que naquela noite não estava acontecendo o Roça in Roll. Antes das dezoito horas já haviam "camisa pretas" em frente à casa de shows aguardando para entrar. O conjunto ANGRA, que viajou 14 horas de ônibus para fazer essa apresentação comeu o tempo da passagem de som, só terminando a regulagem de seu som (para então as outras bandas fazerem o mesmo) às 20:30 (sendo que abertura da casa seria uma hora antes). Resultado: as 21:30 quando os portões foram abertos já havia uma multidão esperando. Quinze minutos depois o ANEUROSE já estava no moendo no palco.


Conjunto ANGRA.

Com espaçoso espaço interno e área externa, banheiros limpos e bar a preço acessível, o Status evento de mostrou um local excelente para shows de Metal de grande porte. Esse evento, mais que outra data do conjunto ANGRA na tour do disco "Omni", foi um encontro de fãs de metal do Brasil todo em Varginha (como o Roça é), mas sem ser o Roça. Ainda que a barraca de espetinhos do Pernambuco estivesse lá e houvesse show do Tuatha, muitas estruturas marcantes do Roça faltavam como a Poesia de Varal, as caricaturas do desenhista Endersenhos, a exposição de quadros de Lucas Abreu (da associação de pintores que pintam com os pés e a boca) etc. Não obstante, esse evento na cidade teve o mesmo 'clima' daquele que ocorre na Fazenda Estrela. Ainda que não fosse o Roça in Roll, era como se fosse o Roça 'n'Roll com dez vezes menos público e 10 vezes menos bandas; mas nem por isso menos divertido.



ANEUROSE
Liderados pelo carismático fazedor de caretas Wallace "Wallba" Almeida, o ANEUROSE, para evitar mais atrasos, começou sua apresentação quinze minutos após a abertura dos portões. O grupo, que abandonou o uso de uniformes no palco, vem em ascensão com seu segundo disco "Juggernaut" e fez uma performance rápida e enérgica, quase sem pausas, para conseguir cumprir seu set-list no reduzido tempo que dispunham. Agitando muito no "pequeno palco (além da bateria do Angra ocupar muito espaço, haviam oito monitores e mais a bateria menor das bandas de abertura, logo, quase não havia espaço para caminhar)", o momento que o grupo comunicou com a platéia foi na canção em homenagem ao saudoso Lemmy (ex- baixista do HAWKWIND e de uma outra banda ai) pedindo mosh pitt. Foram prontamente atendidos. Final de apresentação com galera aplaudindo, pedindo mais e já adiantando o que estava por vir. Destaque para Raphael "Tchurchis" Wagner fazendo um trabalho exímio nas guitarras; em especial nos solos (que diferente da maioria dos grupos thrashers em que parece que o guitarrista faz escalas ao esmo, ele tem um excelente senso de melodia).

Assista ao mini-documentário sobre o evento:



Menos de 15 minutos de pausa e o jornalista Ivanei Salgado, da Roadie Crew, anunciou a trupe do Folk Metal TUATHA DE DANANN. O sexteto da terra do ET continua divulgando "Dawn of a new sun", seu disco de retorno, que foi muito bem recebido por crítica e fãs, além do relançamento de "The Delirium Has just Begin". Com novos membros, devidamente entrosados, no violino e na bateria, o grupo, infelizmente, fez um set menor para não atrasar o ANGRA, limando clássicos como "Bella Natura", "Us", "The Last Words", "Land of the Youth" do repertório. Aqui cabe um parenteses. Será que o ANGRA não poderia retirar sua introdução (que nem é composição deles e faz parte da trilha sonora do filme Blade Runner) para o grupo amigo tocar mais uma música? Será que se não fosse um SEPULTURA tocando antes deles , eles não o fariam? O TUATHA "foi curto e passou rápido", o que não impediu que o guitarrista, vocalista e flautista Bruno Maia apresentasse todas as músicas, inclusive frisando que a banda agora, além de sua própria marca de café, tem uma pinga personalizada. Como o bar da casa não aceitava cartão e o stand das bandas sim, inclusive, muita gente comprou e desfrutou dessa pinga durante o rolê. O fechamento foi com "Dance of Little Ones", o tema do clipe mais "tosco" que existe, que seria a abertura, demonstou que a banda goza de muita moral em casa, com a galera pedindo "mais alguns".

TUATHA DE DANANN

Meia hora para a regulagem de volumes e os falantes começam a tocar uma música do VANGELIS (?!) que foi seguida por "Nothing To Say"; o que surpreendeu os presente já que no disco "Nothing to Say", de 1996, e também no EP ao vivo,  a introdução desse som é um coral chamado "Crossing". Já que se vai usar uma intro, por que não usar a mesma do "Holy Land"? O que se seguiu foi uma apresentação centrada os discos "Secret Garden" e "Omni". Os sons mais antigos tocados, inclusive, estão todas no cd bônus ao vivo que acompanha a edição japonesa do cd de 2014. Notou-se que o público de Varginha curtiu muito mais os sons das fases André Matos e Edu Falashi que as canções da dupla citado de discos. Ainda que essa seja a cidade do incidente ufológico mais famoso do mundo, a turma aqui não é de outro mundo e muito certamente o mesmo tem se repetido todos os lugares. Talvez então o ANGRA, para ter um show que agrade mais, poderia substituir algumas das músicas do Secret Garden e talvez uma ou outra do Omni pelo seus clássicos, pois ficou óbvio quando tocou "Lisbon", "Nova Era", "Time" que essas eram as músicas que 'todo mundo' veio assistir.


Fábio Lione interagindo com a galera presente.

O Conjunto Angra, contudo, se mostrou mais animado e e contagiante nesse show que no de São Paulo realizado duas semanas antes. Além de ser um excelente vocalista, Fabio Lione (ex- RHAPSODY, ex- VISION DIVINE) fala português muito bem e se comunicou bastante com a platéia a estando as mãos com o microfone em pose semelhante a que está no cartaz do evento. As músicas novas, como "Upper Levels", "Black Widow's Web", que em estúdio foram gravadas com vocalistas convidadas em duetos com o italiano, tiveram o vocal divididos com o único membro original remanescente, o guitarrista Rafael Bittencourt. O músico ainda assumiu o papel de mestre de cerimônias apresentando seu conjunto no Bis e cantando solo em "Reaching Horizons". As línguas venenosas já dizem que num futuro próximo ele será sozinho o vocalista do ANGRA. Numa parte bem divertida ele referiu que contaram para ele do folclórico personagem "Mudinho de Varginha" e perguntou se talvez o ET de Varginha não seria resultado de terem se confundindo, arrancando muitas gargalhadas do público.

O baixista foi destaque na apresentação do conjunto ANGRA.

No meio da apresentação houve um solo do baterista que tem a idade da banda, Bruno Valverde (de novo, se o tempo era problema, não poderia ser um solo menor para os outros grupos terem uma música a mais?), que encheu os olhos e ouvidos dos presentes. No que pese a técnica desse e também do guitarrista recém-chegado Marcelo Barbosa (que tocou guitarra até com o cabelo), o destaque do evento foi o baixista Felipe Andreoli, que está no ANGRA desde saiu do grupo de PAUL DI'ANNO, e nunca antes sua virtuose explícita teve tanto espaço na banda. No show em Varginha o ANGRA ainda tocou algumas músicas não tão presentes no repertório, como "Running Alone", sendo muito bem recebida. Dos sons novos, o que mais empolgou foi "Insania", mas a casa veio abaixo mesmo na dobradinha "Carry On" e "Nova Era" que encerrou o evento.

O show do conjunto ANGRA em Varginha aconteceu ainda no período de normalização da instabilidade gerada pela crise dos combustíveis (e posterior crise de abastecimento). O evento que aconteceu quando seria o Roça ainda teve o problema da mudança de line-up (que originalmente teria o NOTURNALL e o ATTRACTHA acompanhando o ANGRA), sendo que mais de 30 pessoas compraram ingresso on-line e não puderam comparecer por falta de combustível e ainda outras tantas não encontraram leite de caixinha no mercado para fazer a doação pedida pelos organizadores.

Só o fato de ter acontecido no pior cenário possível mostra a força do underground mineiro e quanto o povo de Minas Gerais se liga em Metal. Esse tipo de evento acontecer em Varginha, uma das maiores cidades do Sul do estado´, sem ser em festival, é fundamental para os fãs de metal de diversas cidades do interior que não teriam como ir ver o ANGRA (ou um show desse porte) numa capital. Um comentário que muitos faziam durante o evento foi já aquela foi uma das semanas mais frias do ano que o lado bom do adiamento do Roça é que deveria estar nevando na Fazendo Estrela (onde o Roça acontece há mais de uma década). Ainda assim foi uma noite calor humano num mini-festival bem variado dentro do Metal (Thrash Metal, Folk Metal e Metal Melódico), que entrará para história do Rock pesado em Varginha.

ANEUROSE:





Wallace Almeida - Vocal
Sávio Chaves - Guitarra
Raphael "Tchurchis" Wagner - Guitarra
Sthefano Dias - Baixo
Kiko Ciociola - Bateria

01 . Intro / Closer to God.
02 . Butcher.
03 . Rapriest.
04 . To Lemmy.
05 . Drunk as Skunk.
06 . Deathly Cold Chill.
07 . Warrior.
08 . Enslaved.
09 . S.L.G.

TUATHA DE DANNAN:



Bruno Maia - Voz, Guitarra, Flauta, Mandolim, Banjo.
Júlio Andrade - Guitarra.
Giovanni Mendonça - Baixo.
Edgard Brito - Teclados.
Nathan Vianna - Violino.
Rafael Salobrenha - Bateria.

01 . We're Back.
02 . Believe it's true.
03 . Rhymes Aganist Mankind.
04 . Tan Pinga Ran Tan
05 . The Brave.
06 . Fingonforn
07 . Dance of the Little Ones

ANGRA:



Fabio Lione - Voz
Rafael Bittencourt - Guitarra.
Marcelo Barbosa - Guitarra.
Felipe Andreolli - Baixo.
Bruno Valverde - Bateria.


01 . Dr. Tyrrell's Death (introdução gravada).
02 . Nothing to Say.
03 . Travelers of Time
04 . Angels and Demons.
05 . Newborn Me.
06 . Time.
07 . Light of Transcendence.
08 . Running Alone.
09 . Storm of Emotions
10 . Insania
11 . Solo de Bateria.
12 . Black Widow's Web.
13 . Upper Levels.
14 . Ego Painted Gray.
15 . OMNI - Silence Inside
16 . Lisbon.
17 . Magic Mirror.

BIS

18 . Reaching Horizons.
19 . Rebrith.
20 . Carry On / Nova Era.
21 . OMNI - Infinite Nothing (fechamento gravado).

Todas as fotos desta resenha foram feitas por Matherson Saint'Yves da UAICLICK.

Willba Dissidente agradece a Édipo Felipe Lima, de Campinas / São Paulo.

Esse evento ocorreu com a ajuda e patrocínio de: Speed Life e Frutty - Studio Rock de Poços de Caldas - Pizza Rock - Via Conection Internet - Giggio Spaghetti - Elen Hanna Espaço de Danças - Programa Combate - Tribos S/A - Espaço Livre - Video Game Lojas - Rádio Clube de Varginha - Frigorífico São Francisco - Bem Saudável: culinária natural vegana e vegetariana - Blog do Madeira - W Outdoor - Tigres Bar - Filé do Guma - Braia Studios - Dom Caixote - RB Produções - Castelar Novo Hotel.

terça-feira, junho 12, 2018

BOLSONARO: ele só será Metal quando Pentagrama virar Estrela de Davi.

Por um underground político, contrário ao conservadorismo e apartidário.

É bem possível que você já tenha ouvido uma frase dizendo que metal é liberdade. Muitos bangers usam essa frase para justificar que se Metal é liberdade, eles tem liberdade para apoiar um político como Jair Messias Bolsonaro. Isso é tão incorreto quanto confundir Estrela de Davi com Pentagrama.

Liberdade é você ser quem você é sem ser oprimido ou oprimir a outrem. Ser preconceituoso contra negros, mulheres, gays e outras minorais não é exercer sua liberdade, é praticar crime. Bolsonaro é um político que defende valores conservadores à nível social e neoliberalismo a nível econômico. Isso significa alta intervenção do Estado nas questões sociais proibindo casamento das pessoas de mesmo sexo, impondo uma religião oficial e que o mercado decida as questões econômicas como salários, horas trabalhadas, se os trabalhadores devem ter férias e décimo-terceiro salário etc. Não é preciso ser gênio para saber que para você quer ter dinheiro para comprar zines, revistas, discos, instrumentos, ir a shows e tudo que faz parte de ser headbanger você depende de dinheiro que vem de uma atividade remunerada e, logo, se você tiver menos acesso a renda, terá menos acesso para o universo banger. Ai já derrubamos o mentira que metal e política não se misturam e que políticos são todos iguais. Pois, Bolsonaro, descaradamente, é tão a favor do mercado (leia dos diretores de bancos e grandes empresas) em detrimentos dos trabalhadores, que para ele mulher deve ganhar menos que o homem pelo fato de engravidar! Quanto mais liberal uma economia for, mais escravo será seu povo.


Imagem do VIOLATOR baseada no protesto do MUNICIPAL WASTE contra Donald Trump.

Além da questão financeira, o que faz os headbangers abominarem Bolsonaro é o retrocesso que ele representa a nível social. O metal surge dos operários ingleses que eram mal vistos pelos patrões, pela igreja e pela sociedade patriarcal por serem cabeludos, tatuados e usarem roupas diferentes e ousadas. Bolsonaro representa justamente esse pensamento retrógrado, ultrapassado, conservador, que homem não deve ter barba e / ou cabelos grandes, que deve acreditar em deus católico, não frequentar shows ou profanar o corpo de cristo se tatuando ou furando piercings, casar cedo e constituir uma família com uma mulher. Mulher essa que deve casar virgem, só usar roupas que escondam o corpo, sua renda ser complementar a do marido e sua função será criar os filhos na religião cristã. Isso significa que a mulher não pode ser independente, usar roupas provocantes de couro, pintar o cabelo de cores diferentes, as unhas de vermelho, usar maquiagem provocante e tatuagens sexys.

O discurso dos headbangers não é eleger um candidato que "represente o metal", mas barrar esses discursos conservadores e antagônicos ao som underground. Um dos principais discursos que tornam Bolsonaro mais distante do Metal quanto um pentagrama não é estrela de Davi é esse político carioca apoiar ditadura militar. Na época dessa regime execrável no Brasil era proibido ficar após certa hora na rua, era proibido andar em galera. Os shows internacionais, os poucos que existiram (pois quase ninguém tinha grana para ir por causa das politicas neoliberais dos milicos), tinham de passar por censura federal prévia. Discos como o "Headthrashers" tiveram a execução radiofônica proibida e muitos outros como o primeiro do STRESS tiveram suas letras alteradas para poder ser lançado. Esse cenário combina com o Metal?


Desenho de Yuri Opressor divulgado pela banda carioca VINGADOR.

O Metal é um movimento artístico que teve influência de nomes do Hard Rock como BLACK SABBATH, WARPIG, BLUE ÖYSTER CULT e outros da virada dos anos sessenta para setenta que usavam de temas místicos, pagãos e de feitiçaria como fonte de inspiração. Tal temática não combina com o pensamento de quem acha que o Estado deva ter uma religião oficial de origem judaico cristã. O instrumental, timbre e indumentária do Metal também vem do começo dos anos 1970, mas especificativamente do Glam Rock inglês, em que muitos músicos eram LGBT; movimento esse que Bolsonaro antagoniza. Você sabia que as o visual de couro e rebite foi inventado nos clubes gays ingleses? Do fim dos anos 1970 e do Punk Rock vieram o Hard Core, o Grind Core e o Thrash Metal, que é carregado de ideais punks contra o sistema teocrático e patriarcal representando pelo deputado carioca. O metal extremo ao renegar religião católica também entra em conflito com os ideais de Bolsonaro que são todos justificados pela fé cristã. Se engana quem pensa que Metal é rebeldia sem causa ou foco: o rock pesado é contra os valores do statos quo que não aceitam ousadia ou rebeldia contra os valores supostamente ptérios estabelecidos. 

"Meu sonho é o Bolsonaro numa entrevista dizer o que ele acha de homens cabeludos e tatuados vestindo couro".
Willba Dissidente, do Rock Dissidente.


Logo, o que sobra de Bolsonaro que combine com o Metal? O metal não é o som dos opressores, mas sim dos oprimidos, e sofreria tanto quanto eles num governo opressor ainda que você não seja mulher, negro ou LGBT. Nós dos metal undeground somos poucos. Não aparecemos nas estatísticas oficiais do governo, mas seremos afetados, como já fomos, pelas questões sociais de nossa época, pois como todo movimento artístico, o Metal não pode fugir da realidade concreta que o rodeia.



Udo dirkschneider do ACCEPT durante a época do disco "Restless and Wild".

Há quem acredite que por ser militar, Bolsonaro teria a ver com o Metal, já que ANTHRAX, WHITESNAKE, SODOM etc difundiram o visual camuflado no Rock pesado. Ledo engano, meus leitores. Essas bandas, e outras citadas, começaram a fazer uso de coturnos, cintos de bala e outros acessórios normalmente associados ao militarismo não por apoiar ditadura militar ou uma crescente militarização da sociedade; justamente o contrário! Existem muitas músicas com alusão a tropas, soldados e exército, à guisa de exemplo "Heavy Metal Soldiers" do IRON ANGEL, formando um destacamento de headbangers, guerreiros do metal, mas sejamos lúcidos: nunca a disciplina militar aceitaria a subversão maliciosa do Metal. Para completar, o metal herda esse visual do Punk Rock, então o que essas bandas e fãs queriam ao usar cinto de bala e roupas camufladas não era exaltar a guerra, mas criticar a militarização da sociedade.

Uma outra concepção insustentável acerca do Mi(n)to é que muitos bangers se associam a ele pelo Metal ter uma noção, de força, de ser radical, as canções expressarem ódio... e quem destila mais ódio que Bolsonaro? Porém, lembrem que todo esse ódio de Bolsonaro acaba, indiretamente, pois acreditamos que ele nem saiba o que é underground, indo contra os headbangers. O metal é subversão contra os valores judaico cristãos que sustentam a opressão das empresas e do Estado sobre o individuo. Negar isso é afirmar que os patrões achavam lindo operários cabeludos ouvindo música  "barulhenta" sobre o capeta. Bolsonaro representa justamente a supremacia econômica das patrões apoiado no conservadorismo judaico-cristão contra a sociedade. Por esse retrocesso terrível que todo headbanger que não caiu de para-quedas no Metal o rejeita.

O Metal é político, não precisa ser partidário, mas deve rejeitar todo partido ou representante desses que pregue o conservadorismo. O Metal não é necessariamente de esquerda, mas nunca pode ser conservador, afinal, que conservador aceitaria as cruzes invertidas, mitologia pagã e essência libertária? Acreditar no contrário é o mesmo que confundir Estrela de Davi com Pentagrama.

*